Departamento de Justiça dos EUA aprova compra da Warner pela Paramount.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (12) a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, transação avaliada em US$ 110 bilhões. A informação foi confirmada ao Deadline por múltiplas fontes. De acordo com as fontes, a Paramount não precisou fazer concessões significativas para obter a aprovação do órgão regulador.
"Somos gratos pela análise minuciosa do Departamento de Justiça sobre esta transação, bem como pelo trabalho de outras agências que concluíram suas análises e concederam autorização até o momento", afirmou um porta-voz da Paramount em "Este acordo é pró-competitivo, resultando em uma empresa mais forte e mais bem posicionada para competir com plataformas de tecnologia dominantes em uma indústria cada vez mais definida pela intensa competição por audiências, talentos, tecnologia e investimentos. Continuamos focados em concluir a transação o mais rápido possível e entregar seus benefícios aos consumidores, criadores e à indústria do entretenimento como um todo."
Apesar da aprovação federal, a fusão ainda enfrenta obstáculos. Procuradores-gerais da Califórnia, Nova York e quase uma dúzia de outros estados avaliam entrar com uma ação antitruste para barrar o negócio. A senadora Elizabeth Warren reagiu rapidamente: "Esta é uma notícia terrível para todos os americanos que não querem bilionários alinhados a Trump controlando o que assistem e quanto pagam. O acordo Paramount-Warner Bros. cheira a corrupção e tráfico de influência. Esta luta não acabou. Os procuradores estaduais devem bloquear esta fusão."
O CEO da Paramount, David Ellison, e sua equipe prometeram fechar o acordo até 30 de setembro. Se não cumprirem o prazo, terão que pagar aos acionistas uma multa diária de vários milhões de dólares. No exterior, reguladores do Reino Unido abriram uma investigação sobre a fusão, com prazo até 7 de agosto. A União Europeia também conduz uma investigação de Fase 1, com data limite em 7 de julho.
A Comissão Europeia examina ainda o negócio sob as regras de subsídios estrangeiros e decidirá até 14 de julho se libera ou abre uma investigação completa. O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, a Autoridade de Investimento do Qatar e a L’imad Holding, de Abu Dhabi, estão fornecendo US$ 24 bilhões em financiamento de capital, juntando-se aos Ellison, RedBird Capital e LionTree como investidores. A Paramount afirma que os fundos soberanos do Oriente Médio serão investidores puramente passivos.

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